LUIZ CARLOS GOMES – PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE CRONISTAS ESPORTIVOS – AMCE – amce@amce.org.br
FUTEBOL COM NOVAS REGRAS
O futebol vem passando por enorme transformação dentro de fora de campo. Nos últimos tempos em velocidade de formula 1. Nos centros de treinamentos, utilizando recursos e métodos cada vez mais modernos, treinadores, preparadores, profissionais da área da saúde e afins, buscam de forma incessante transformar os atletas em seres quase perfeitos em termos físicos. O resultado acontece durante os jogos. O futebol ficou mais acelerado, mais tático, embora menos técnico.
Fora de campo, os dirigentes das entidades que comandam o futebol, quebram a cabeça para tentar organizar melhor o circo. Afinal de contas, a coisa virou negócio grande, atrai milhões de consumidores, agrega grandes patrocinadores, movimenta bilhões em recursos financeiros. É um mercado comercial fantástico.
Aí entra em campo a IFAB – Internacional Footbal Association Board, o órgão que regulamenta as regras do futebol em nível mundial. Fundada em 1883, oficializada pela FIFA, é a lei absoluta.
No momento a IFAB está ajustando certas regras e criando outras. Algumas entram em vigor já, outras durante a Copa do Mundo ou logo após. Vejamos:
Protocolo VAR – Revisar escanteios marcados de forma incorreta, desde que de forma imediata, sem atrasar o reinicio do jogo.
Árbitros poderão usar câmeras corporais sem transmissão ao vivo da comunicação com o VAR.
Tempo para saída de jogador substituído - O atleta terá um limite de dez segundos para deixar o gramado. Se ultrapassar este tempo, o substituto só poderá entrar na primeira paralização após 1 minuto de jogo corrido. Para evitar atrasos intencionais.
Combate a cera – Laterais e tiros de meta terão 5 segundos contados pelo árbitro para acontecer.
Se o tempo ultrapassar o limite a posse será revertida. No lateral para o adversário. No tiro de meta escanteio contra a equipe infratora,
Campo disciplinar – Em situação clara de gol não haverá punição com cartão caso o árbitro aplique a vantagem e a jogada termine em gol.
Uso de acessórios por jogador e árbitro – Permitido desde que não ofereçam riscos, permitindo uma flexibilização que leve em conta fatores culturais, religiosos e médicos.
Lesões – Jogador atendido em campo ou qualquer responsável por paralisação do jogo deverá permanecer fora do campo um minuto após retomada do jogo. Exceto quando se tratar do goleiro ou falta punida com cartão.
Capitão – Somente ele pode falar com o árbitro para reclamar ou sugerir alguma coisa.
Abandono – Qualquer time que abandonar o campo em protesto contra qualquer decisão do árbitro perderá o jogo por WO.
Jogador ou treinador que incitar o outro a deixar o campo será expulso.
Por último, a boa novidade será a implantação do sistema do impedimento automático. Um recurso da alta tecnologia para acabar com este grande e polemico problema. Os equipamentos já estão sendo instalados nos vinte principais estádios do Brasil. O sistema analisa tudo por inteligência artificial.
Por fim, tomara que IFAB, FIFA, Confederações, Federações e clubes se unam para realização de palestras e ou cursos presenciais ou virtuais para esclarecer, orientar e educar dirigentes , treinadores, auxiliares e atletas a tomar conhecimento e seguir as determinações de maneira no mínimo civilizada.
É muito feio o péssimo exemplo passado durante os jogos com treinadores apelando na beira do gramado, jogadores em volta do árbitro para reclamar de tudo, paralizações mentirosas e outros atos negativos que acontece em praticamente todos os jogos.
A imprensa também precisa estudar com atenção todas as novas regras para esclarecer o público.
Que estas novas regras tragam mais agilidade e justiça durante cada jogo. O torcedor paga caro e sofre muito para comparecer ao estádio. Mesmo aqueles que ficam acompanhando no rádio, na televisão ou na internet são consumidores ativos. Sustentam o espetáculo, merecem respeito.